26 de agosto de 2009

Rodrigo Faro vira a prata da casa na Record

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Rodrigo Faro chegou à Record no ano passado, como uma aposta conveniente - ele havia rompido com a TV Globo e era uma opção barata para substituir Márcio Garcia à frente do "Melhor do Brasil". Hoje, a história é outra. Prata da casa, firmou-se como apresentador, tem dois programas, status e novo contrato até 2017.

"Hoje, digo que estou realizado. Faço o que eu gosto, do meu jeito. Quem me conhece sabe que sou assim, falo assim, gosto de gente, de me relacionar", resume o apresentador de 35 anos, que passou a conciliar "O Melhor do Brasil", aos sábados, com a segunda temporada de "Ídolos".

No reality musical, Rodrigo tem liberdade para brincar com os participantes, torcer por eles, contar as suas histórias. "Ler o teleprompter e sorrir é fácil", diz ele, em alfinetada rara, já que cultiva o bom-mocismo no discurso. "Me envolvo, rio e choro com as pessoas. Gosto de me igualar a elas, perder a distância que teria um apresentador comum. Eu brinco, mas mantenho o respeito. A intenção não é fazer rir."

Espelhado em Silvio Santos e Gugu Liberato - seus exemplos de "animador, não apresentador" -, Rodrigo não se constrange com as várias horas que passa na fila de candidatos, nas peregrinações às casas dos participantes e com torcidas melosas: "Já chorei em eliminação e todo mundo da produção veio me falar que apresentador não chora. E quem foi que disse isso?", questiona. "E eu choro mesmo", reforça.

Hoje, a rotina do apresentador é muito diferente da que mantinha na Globo, onde participou de oito novelas durante nove anos de casa. "Lá, me disseram que eu tinha de ser somente ator e isso sempre me incomodava", lembra Rodrigo, que chegou a gravar alguns programas do extinto "Fama", de formato parecido com o reality da Record. Não saiu do experimentalismo e acabou ficando de lado.

"Foi uma decisão unilateral. Tinha dois anos de contrato, mas rescindi. Meu sonho já era ser apresentador. Lá, eu não seria." Sua chegada à Record, em março de 2008, foi cercada de medo. "Me chamaram em outubro e passei meu fim de ano com um trevo na cabeça, sem direção", lembra o apresentador. Fechou contrato em março de 2008 e, no mês seguinte, tomou as rédeas de "O Melhor do Brasil".

"Muita gente me aconselhou a não ir, porque a comparação com o Márcio seria grande. E o cara é bom, é famoso. Era um desafio enorme, mas topei." Topou e aceitou a empreitada mesmo sem ganhar o salário do antecessor.

Em sua primeira semana com o microfone na mão, Rodrigo alcançou um feito até então inédito no semanal: 16 pontos de audiência. No quadro da paquera, elevou em dois pontos a média do ibope, entre 10 e 11, com picos frequentes de 14 pontos. O Vai Dar Namoro é o último quadro do programa e coincide com o horário de telejornal e de novelas nas emissoras concorrentes.

"Na verdade eu só melhorei uma coisa que já era boa com o Márcio", minimiza. No quadro, seu preferido no programa, dá vazão a outra carreira adormecida. "Já recebi propostas de gravadoras para gravar CD. É um plano que posso aceitar", aponta, saudoso da época de adolescência, quando liderava um grupo musical. "Não é uma aventura. Cantar é algo que sei fazer e sempre cultivei. Agora, só falta tempo." 

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